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A mostrar mensagens de 2017

Conhecem a alegre Paula?

Quando se fala de miúdos e de desenhos animados, a grande maioria das pessoas pensa logo em canais como o Panda, Disney Channel, Baby TV ou Baby First, muitas vezes remetendo para o esquecimento aquilo que por cá existe de bom.Já espreitaram o Zig Zag, o programa para os mais pequenos da RTP2? Dá em dois períodos da programação deste canal, de manhã a partir das 7h e de tarde, e têm daqueles desenhos animados à antiga. Nada de PJ Masks ou coisas afins. Por aqui há desenhos animados com boas mensagens, sem super heróis do imaginário e gosto em particular de um deles pela mensagem positiva que carrega para os mais pequenos.Conhecem a Paula? A Paula é uma pequena menina de 6 anos que vive com a mãe, a avó e o irmão. Os pais são separados (quantos meninos hoje em dia não vivem esta realidade de perto?) e tem outra particularidade. A Paula tem Síndrome de Down ou Trissomia 21. Estes desenhos animados mostram o dia-a-dia desta menina dócil com vontade de conhecer o mundo, que passa por dúvi…

Nós somos as nossas raízes

15 de Agosto.Hoje seria o teu dia de anos.
Hoje seria dia de festa e o dia de irmos à festa em família.
Hoje seria o dia de estarmos juntas e de partilharmos histórias.Por estes dias, iríamos almoçar a Monsaraz onde gostavas tanto de ir e de onde tenho tão boas memórias.Foi contigo que aprendi a gostar de brincar com a terra e a não ter medo dos animais.
Foste tu que me deste algumas das melhores férias de verão.
Foste tu que contribuíste para algumas das melhores recordações da minha infância.
Eras tu que me deixava explorar tudo sem medos me incentivava sempre a procurar mais.
E acho que foi de ti e da minha mãe que herdei a minha mania de querer tudo no lugar.Partiste aos meus 15 anos e tantas coisas te ficaram por contar e mostrar. Tantos momentos e conquistas que não pudeste testemunhar.Tens hoje um bisneto que, ainda não foi a Monsaraz, mas irá para um dia lhe contar quem foi a bisavó dele. E sabias que ele dança quando ouve o cantar alentejano?Parabéns, Avó...

Colo, apego, toque... Hoje e sempre!

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Imagem de Academia de Parentalidade Consciente
Se existe assunto que não gera consenso e em que as opiniões são mais do que muitas é isto a que se dá o nome pomposo de parentalidade. Todos têm a sua receita infalível de como serem os melhores pais. Parece-nos sempre que a casa dos nossos amigos deve ser o céu no que às crianças diz respeito. O nosso filho parece ser sempre mais terrorista do que os demais. E quando se fala de comidas e de sonos... Ui então aí começa a desenrolar-se uma longa lista de queixas, de truques e de mezinhas que tornam as crianças as mais bem comportadas do mundo... Ou então não!
Durante a gravidez (e talvez por ela ter sido um pouco mais complicada do que eu poderia esperar...), acabei por não ler tanto como gostaria. Apenas depois do bebé nascer e já com alguns meses, comecei a ler um pouco mais sobre parentalidade e tudo o que com ela se relaciona. Só mais recentemente, e depois de aderir ao grupo no Facebook Escolas Alternativas, Comunidades de Aprendiza…

O tempo passa a correr!

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Há três meses vivia um dia muito intenso, repleto das mais profundas emoções.Há três meses, o meu baby boy completou o meu primeiro aniversário. Meu menino crescido, meu pequeno piratinha à descoberta do mundo.Há três meses atrás, casava-me em segredo celebrando o amor da forma mais pura possível.Todos os dias sou grata por estes momentos e por todos os outros que me unem às pessoas que me acompanham todos dias.Gratidão. Amor. Sentir-me completa. Todos os dias!Foto de 4Memories

Acomodar... A palavras que não gosto no meu dicionário!

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Acomodar. Das piores palavras que podemos ter no dicionário dos nossos dias. Quem nunca a sentiu a infiltrar-se nos nossos poros, quase como que goya a gota, pronta para nos roubar a energia e a vontade de fazer diferente? Acomodar é talvez das opções mais confortáveis que se pode tomar em qualquer dos campos da nossa vida. Nas relações. No trabalho. Na escola. Na família. Em tudo. É seguir a vida que conhecemos bem, onde não há espaço para imprevistos. É o caminho mais tranquilo, menos desgastante e em que temos a ilusão de que seremos bem sucedidos. Para algumas pessoas, pode ser a melhor opção de vida. Para mim? É seguir a via em que fechamos a porta à vida e nos recusamos a desfrutar daquilo que ela nos dá. Naquilo em que nos coloca à prova. Todos gostamos de pisar terreno que conhecemos. A raça humana é tramada nesta coisa de mudar por isso acomodar está sempre ali ao virar da esquina pronta para se embrenhar nas nossas vivências e nos toldar o caminho qual nevoeiro que espreita…

E esta semana é da amamentação!

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Na Semana Mundial da Amamentação, apenas digo isto: encaremos a situação com a naturalidade que ela tem e, principalmente, sem fundamentalismos ou imposição de opiniões ou de vontades. A amamentação é algo demasiado pessoal. Sempre se amamentou portanto não achemos que se trata de moda dos dias de hoje ou manias de gente esquisita. É natural e deve ser respeitado. Com tolerância a realidade de todos é muito mais fácil!

Eu e trabalhos manuais?! Pois, pois...

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Se houve coisa para a qual nunca tive grande jeito foi para trabalho manuais, diy e coisas afins. Não que a curiosidade e a vontade de fazer algo do género não existisse mas, digamos, que nunca corria muito bem e o resultado final ficava sempre um bocadinho aquém do que eu esperava... Mas existe sempre uma primeira vez, não é verdade? Quando comecei a decorar o quarto do baby boy, pensei sempre que gostava de ter um quadro que assinalasse o nascimento dele. Procurei muito na internet, vi muitos locais em que podia comprar algo personalizado para ele mas parecia sempre que faltava qualquer coisa... Até que me enchi de coragem e decidi que já tinha idade suficiente para um diy e meti as mãos na massa! E assim criei o quadro do nascimento do pequeno reizinho cá de casa. E que coloquei eu, perguntam vocês? Pois bem, havia uma coisa que eu queria mesmo que fizesse parte deste quadro: a primeira roupinha que ele vestiu (um babygrow todo bem disposto do Superman comprado na H&M e um gor…

Incha, desincha... E às vezes não passa!

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Estas poderiam ser a diversas fases desde que engravidamos. Vemos a tão desejada risquinha cor-de-rosa e está em curso a operação "incha durante 40 semanas". Ele é a barriga, as maminhas (para regalo dos nossos mais-que-tudo!), a anca, as bochechas... Parece que, todas as noites, misteriosos duendes nos sopram e insuflam como se o mundo estivesse a acabar. Mas tudo pelo bem maior de gerarmos dentro de nós um pequeno ser que mudará as nossas vidas para sempre. Chega o dia D e inicia a segunda fase: todo um desinchar dos quilos que ganhámos ao longo das últimas semanas. Adeus, retenção de líquidos. Adeus, barriga fofinha de grávida. Mas ficam as maminhas agora mais avantajadas para bem da nossa criança e continuada felicidade do pai! E chega todo o pós-parto, com muitas hormonas... Segue-se a fase da queda de cabelo, da flacidez que parece que se instala feita malandra silenciosa. Mas vamos desinchando lentamente... Umas mais do que outras. Nem sempre a fase do "passa&q…

Sete camadas de tecido que marcam para sempre!

Sete camadas de tecido cortadas em menos de nada. Sete camadas de tecido que se afastam para permitir chegar ao pequeno ser gerado dentro de nós. Sete camadas de tecido que, depois de juntas novamente, deixam uma marca para sempre, aquela que muitas mães chamam de "marca de amor". Eu sou uma dessas mães que precisou de ver cortadas sete camadas de tecido para ver o seu filho nascer. Sou uma das muitas mães de cesariana que existem em Portugal.
Sim, é verdade... Sou mãe de cesariana. Tive de entrar num bloco operatório para que o meu bebé pudesse nascer. Teve de ser assim pois a nossa opção como pais seria o parto natural, ainda para mais pensando que se tratava do nosso primeiro filho. Mas quis a natureza que assim não fosse e que o meu bebé decidisse subir em vez de descer depois da ruptura espontânea da bolsa. Se preferia que tivesse sido de outra forma? Preferia... Mas existem momentos em que não pode ser como nós queremos e assim o meu parto entrou para a contabilidade…

Sono dos bebés... Utopia e realidade

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O sono dos bebés (e a nossa privação dele) é, de longe, um dos assuntos que mais nos preocupa desde que somos pais. Quanto mais não seja pela famosa pergunta que todos nos fazem assim que nos vêem: "Então já dorme a noite toda?". Ora bem... Ainda a criança tem umas horas fora da nossa barriga e já todos querem que ela tenha os nossos horários e a nossa consciência do dia e da noite. A nossa memória não permite mas se conseguíssemos recuar até ao tempo em que éramos bebés rapidamente iríamos ver que levamos o nosso tempo até brindarmos os nossos pais com uma noite completa. A nossa sociedade está sempre a querer apressar as coisas e a querer reger-se dentro de dados limites e cânones aceites por todos (ou não seria ela uma sociedade...) mas nestas coisas de bebés rapidamente percebemos que não existem regras ou receitas infalíveis para o que quer que seja.E é aqui que chegamos à minha sugestão de leitura... Tinha eu sido mãe há muito pouco tempo e uma amiga falou-me em alguns…

Montessori: moda ou algo mais?

Já havia escrito por aqui que o Método Montessori me tem vindo a despertar a atenção. Permitir à criança explorar o mundo que a rodeia ao seu ritmo, sem pressas nem pressões dos adultos, tem-me levado a ler mais sobre este método e a tentar compreender de que forma o posso aplicar no dia-a-dia com o meu filhote.
Sou uma mera aprendiz de feiticeira e ainda tenho um longo caminho a percorrer para me sentir como adulto preparado e a ter a minha casa como o ambiente preparado que desejo ao meu filho. Mas, passo a passo, com muitas leituras e conversas a dois, acho que estou no bom caminho.
Para muitos Montessori é ainda algo desconhecido. Mais recentemente, com a notícia de William e Kate tinham escolhido uma escola Montessori para o seu filho George, trouxe para as revistas cor-de-rosa este método, levando muitos a tentar descobrir sobre ele. Hoje em dia, paralelamente com outras pedagogias como Waldorf por exemplo, a pedagogia Montessori permite aos pais seguir um percurso diferente co…

Amamentação. Sem fundamentalismos.

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Amamentar. É talvez, nesta coisa da maternidade, a questão que mais exalta os ânimos, em que as opiniões mais divergem e sobre a qual muitas mães sofrem em silêncio. Amamentar. O acto de alimentarmos o nosso filho sempre que ele necessita. O acto de sermos capazes de satisfazermos as suas necessidades nutricionais e não só, já que amamentar é também dar colo e conforto. Amamentar ou não é uma decisão que apenas à mulher cabe ter. Muito se fala sobre o leite fraco e sobre a necessidade recheada de pressões de se ter de introduzir o suplemento. As recomendações da Organização Mundial de Saúde apontam para a amamentação em exclusivo até aos seis e, de forma complementar, até aos dois anos. Esta será a melhor opção para os nossos bebés. Muitas mães não a seguem e muitos pediatras recomendam a introdução da alimentação complementar aos quatro meses. Muitas mães não conseguiram amamentar pelos mais diversos motivos: porque lhes disseram que não tinham leite, porque as pressionaram constan…

Home is where love is... e muita decoração gira!

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Dia de passeio em família, repleto de descontração e boa disposição, pode também ser sinónimo de belas descobertas. Num passeio à Ericeira, e após ser já seguidora no Instagram, pude fazer a descoberta ao vivo da loja maia fofinha que se pode imaginar em termos de decoração para as nossas casas. Chama-se Maryland e é um pequeno cantinho de céu para quem anda à procura de detalhes diferentes em termos de decoração. No Instagram, tinha ficado apaixonada por diferentes artigos e gostei ainda mais deles ao vivo. Trouxe uma peça para a cozinha e outra para o quarto do baby boy que depois partilharei quando já estiverem nos devidos lugares.Na Maryland podem encontrar peças para as diferentes áreas da casa e até para os quartos dos mais pequenos. E são tudo peças bem diferentes e que vão deixar a vossa casa ainda mais bonita! E depois, e aquilo que mais valorizo no comércio tradicional, têm toneladas de simpatia a vossa espera no atendimento o que torna ainda mais especial a visita à Marylan…

De como me conseguiram apanhar desprevenida...

Normalmente, não sou rapariga de ficar facilmente sem resposta. O meu Tico e o meu Teco costumam conseguir desenvencilhar-se até razoavelmente bem nestas coisas de me safar desta e daquela pergunta... Mas confesso que ontem conseguiram deixar-me assim um pouco bloqueada sobre o que responder durante alguns (bons) segundos...
Perguntaram-me como é que eu, casada, mãe, a trabalhar e a estudar ao mesmo tempo, conseguia dar resposta a tudo... Fiquei assim meio jeito, sem saber bem o que responder... Poderia ter dado a resposta fácil, a tal do multitasking que tantas vezes associam às mulheres. Mas não... Não foi isso que respondi. Não foi isso que me veio à cabeça. Lá consegui dar uma resposta assim mais ou menos atabalhoada e dizer que me valia o tempo em que os meus dois homens dormiam cá por casa e em que eu aproveitava para ir adiantando as diferentes coisas que tenho para fazer. Ok, reconheço que estive bem longe das minhas melhores respostas mas não fui capaz de mais naquele moment…

Todos temos o nosso momento wake up...

Vidas a correr. Desde que nos levantamos até que regressamos à cama, já noite dentro, andamos numa correria desenfreada para conseguir dar resposta a tudo aquilo que temos na "to do list" do dia... Família, trabalhar, cuidar da casa, estudar (para quem for louca como eu e tiver a coragem de se meter num doutoramento), visitas aos familiares ao fim-de-semana, jantares com os amigos, idas às compras... Enfim, acho que poderia ficar aqui o resto do dia e a lista não ficava terminada...Nos dias de hoje, tudo anda nas rotações mais alta. Parece que o tempo nos escorre mais rápido pelos dedos do que a areia da praia. Nada espera por nós. Parece que os fins-de-semana terminam ficamos sempre com aquela sensação de que não fizemos nada e o tempo passou a correr!Mas tudo isso abranda e temos a consciência de que é preciso entrar num modo mais calmo quando temos um wake up call... E isso aconteceu-me na semana passada... Algo que me fez repensar, que me fez ter receio, que me fez ver q…

Apaixonada por lojas giras, aqui me confesso!

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Mãe que se preze e que seja apaixonada por coisas assim fofinhas e fora do comum, anda sempre em busca de coisas novas para os mais pequenos, seja em decoração, roupa, brinquedos ou qualquer outro artigo. Eu não sou excepção e, seja online ou em loja física, estou sempre em busca de mais alguma coisa para colorir ainda mais o mundo do pequeno reizinho cá de casa. Esta semana partilhei no Facebook uma loja que descobri e da qual fiquei fã. Chama-se Lolla Kids e tem de tudo um pouco para as nossas pequenas pessoas: desde roupa a acessórios para alimentação ou artigos de decoração, podemos encontrar artigos que marcam pela diferença. A dona é muito simpática e cheia de paciência para nos explicar todos os detalhes dos diferentes artigos, o que me conquistou já que há muito que prefiro o comércio tradicional às lojas de centro comercial, onde tudo me parece sempre muito impessoal... Por aqui, ficamos fãs de um conjunto de refeição da marca Done by Deer, uma marca dinamarquesa criada em D…

Um homem a dizer isto?!

Na semana passada, estive numa conferência sobre gestão de pessoas e fiquei surpreendida. E perguntam porquê? Pois bem... Nada teve a ver com estratégias revolucionárias de gerir pessoas, recrutar ou compensar. Nada a ver com isso! Foi mesmo por ouvir um homem dizer que prefere ter a trabalhar com ele mulheres que são mães. E justificou: porque são focadas, porque têm uma capacidade inigualável de multitasking e porque conseguem estabelecer prioridades como ninguém. E agora digam lá que também não ficaram admiradas?Bem conhecemos a realidade da nossa sociedade e do nosso mercado de trabalho e de como tudo se altera quando somos mães ou pais. Sim, porque isto também se altera para os homens, ainda que em menor escala. Todos julgam pensar que somos menos profissionais agora, que já não somos capazes de atingir os objectivos que nos traçam, que deixamos de querer progredir... E isso não poderia estar mais errado. Apenas estamos a apostar numa outra esfera das nossas vidas tão ou mais imp…

Não estou pronta para gritos do Ipiranga...

Coração de mãe sofre... Não digo com isto que com os pais não se passe a mesma coisa mas isto de termos moleculazinhas fofinhas carregadas de átomos de carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto e afins, em forma de anel e filinha de átomos, a correrem como umas treslocadas na nossa corrente sanguínea prega-nos partidas...
Coração de mãe sofre... Aos 13 meses, tive o primeiro jantar sem o baby boy por perto... O que foi sinónimo de ser a primeira noite em que não o adormeci eu... Chamem-me maluca, estranha, what ever... Mas a carga psicológica de não adormecer o filhote pela primeira vez é tramada! Não lhe chamaria propriamente sentimento de culpa, pois ele estava muito bem entregue ao pai e não há melhor do que esse colo, mas o meu coração de mãe estava sempre a querer saber como ele estava, se tinha jantado bem, se estava a brincar, se estava a ver os desenhos animados, se se notava que sentia a minha falta... Sei lá! Todo um desenrolar de questões com que bombardeei o pai para receber …

Eu, todo um mundo de hormonas a transbordar, me confesso

Sim, sou lamechas. Ou melhor, sempre fui... Apenas tenho vindo a piorar desde que descobri que ia ser mãe em Outubro de 2015. Mal sabia eu o poder que as hormonas iriam passar a ter sobre mim (não somente nos obscuros dias da TPM) todos os dias em modo 24/7. É um estado crónico que me assiste todos os dias e que faz parte da minha essência.Sim, sou lamechas. Toda eu sou um turbilhão de hormonas que transbordam dos meus poros qual água em dilúvio da arca de Noé! Tenham cuidado pois a sensibilidade está à flor da pele pronta a mostrar-se em todo o seu esplendor.Sim, sou lamechas... E não tenho qualquer vergonha em admiti-lo. Em escondê-lo. Em mostrar ao mundo aquele outro lado de mim que derrama lágrimas a ver a final do Masterchef.Sim, sou lamechas. E é isso que me torna esta Happy Mom que aqui vos escrevo. Que partilha as roupinhas do baby boy, que gosta de acordar antes do despertar das galinhas para orientar as agulhas no silêncio da casa pela manhã...Sim, sou lamechas. E se não o f…

Porque é impossível não escrever...

Pedrógão Grande.
Desde sábado que estas duas palavras fazem parte do meu pensamento, da nossa consciência enquanto povo e das nossas preces, para quem acredita.
Pedrógão Grande.
Desde sábado que estas duas palavras são sinónimo de perda, de sonhos interrompidos, de vidas abruptamente terminadas... De desalento. De tristeza. Mas também de entrega total aos desconhecidos pelos bombeiros que combatem ininterruptamente este incêndio que teima em não dar tréguas.
Pedrógão Grande.
Desde sábado que estas duas palavras estão associadas a rostos que vamos conhecendo pouco a pouco. De novos ou de menos novos. De famílias. De pais e de filhos. De histórias que ficam por contar.
Pedrógão Grande.
Desde sábado que estas duas palavras nos mostram o quanto somos pequenos. Que nos mostram o quanto podemos ser impotentes contra uma força da natureza. Que nos mostram o quanto nos devemos entregar às nossas pessoas e sermos gratos todos os dias pela vida que temos. E que nos mostram o quanto tudo pode…

Checklist do dia

Acordar cedo... Check.
Preparar lancheira e saco... Check.
Besuntar o baby com muito creme... Check.
Chapéu de sol no carro... Check.
Viagem até à praia... Check.
Montar o estaminé... Check.
Colocar pés do baby na areia... E ele não acha grande piada à coisa...Mãe sofre!!!That's all, folks!!

Porque as crianças também trabalham...

Hoje assinala-se o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. Os dados são claros: milhões de crianças em todo o mundo são afectadas por este problema, principalmente nos países da Ásia e da África subsaariana. Quando se fala em trabalho infantil, a imagem que nos vem logo à cabeça é a de crianças dos países chamados de terceiro mundo ou em vias de desenvolvimento, em condições subhumanas, a produzirem os ténis último modelo da Nike ou as malas mais caras de marcas como Louis Vuitton ou outras semelhantes. A nossa imagem sobre esta questão é naturalmente deturpada pelos muitos documentários que passam na televisão sobre este temas. Imagens de crianças subnutridas colocadas a trabalhar pelos pais, sendo elas, em muitos casos, o único ganha-pão da família. Mas será esta uma realidade assim a tantos quilómetros de distância?Aqui bem perto, dentro das nossas próprias fronteiras, quantas crianças não coseram sapatos tardes e noites a fio em vez de estarem a brincar ou a estudar como seria esp…

O pH das mães

Quantas vezes não ouvimos aquele clichê de que a maternidade não é um mar de rosas? Ou quantas vezes não desconfiamos daquelas mães que andam sempre bem arranjadas, manicure sempre feita e dizem que os seus bebés não choram? Eu não gosto de pensar que só porque somos mães nos devemos deixar cair no desleixo e não cuidar mais de nós. Mas também acho que dizer que a maternidade não é um mar de rosas, é carregá-la de demasiadas tormentas e isso também não é preciso. Por isso a melhor analogia que encontro é dizer que a maternidade é como um canteiro de hortênsias. Para quem não sabe, as cores das hortênsias, a variar entre rosa e roxo, são uma condição associada ao pH do solo em que elas se encontram plantadas. E o mesmo acontece connosco mães: umas vezes gargalhamos, noutras deixamos cair uma lágrima mais ou menos tímida. Tudo depende do choro do nosso bebé. Tudo depende das dificuldades dos nossos dias. Tudo depende do nosso suporte familiar. Tudo depende se temos aquele modelo xpto d…

Dia Mundial da Criança

1 de Junho é o dia mundialmente assinalado como o Dia Mundial da Criança. Uma data dedicada a todas as crianças do mundo, privilegiando a sua permanente educação e protecção. Um dia em que se sabe que, no último ano em Portugal, foram devolvidas 43 crianças pelas famílias que se encontravam no seu processo de adopção.
Num país em que habitualmente a notícia é sobre a dificuldade em conseguir adoptar. Em que se sabe de tantos e tantos casais que, por impossibilidade ou por opção, entram num processo de adopção que chega a durar anos na maioria dos casos... Esta notícia deixa-me de coração partido...
Obviamente não se podem atirar pedras nem fazer juízos de valor sobre estes casos pois não sabemos quais os verdadeiros motivos que estiveram por detrás do retorno destas 43 crianças a instituições... Mas não posso deixar de ficar preocupada caso algumas destas crianças tenham deixado de estar num seio familiar porque houve dois adultos que se fartaram delas. Que deixaram de ter paciência …

You shall not pass!... Ou como depois de estarem cá fora, os nossos filhos podem trocar-nos completamente as voltas!

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Por estes dias, vi uma imagem no Facebook sobre a qual não pude deixar de escapar um sorriso... E aqui está ela:

Quantas de nós, durante a gravidez de nos primeiros meses após o parto, não tivemos conversas como as da imagem de cima? Num mundo perfeito, cor-de-rosa e utópico, tudo na maternidade corre como planeámos ou idealizámos durante a gravidez. Nada nos consegue trocar as voltas, o nosso bebé dorme a noite inteira desde que sai da nossa barriga. Nada de choros, cólicas nem vê-las! E quando chegar a altura da introdução da alimentação complementar, vamos ser umas mães do que perfeitas e vamos dar sempre toda a alimentação o mais caseira possível. Nada de cerelacs e afins para os nossos filhotes. E muito menos TV e coisas desse género que são o entretenimento mais fácil a que os pais podem recorrer quando estão desesperados com a casa em estado de guerra e não conseguem fazer nada. Somos todas mães em modo Gandalf... Papas industrializadas, canais Panda, Baby First e afins, you s…

O meu filho tem três anos mas vou já oferecer-lhe um avião particular!

Prendas. De todas as formas e feitios. Em quantidades astronómicas que a criança nem sequer tem tempo para brincar com tudo o que lhe deram... A muitos poucos dias do primeiro aniversário do meu baby, este é um assunto que não pode deixar de estar presente na minha mente. Numa sociedade cada vez mais (demasiado!) consumista e em que vejo mães preocupadas com que prenda material podem dar a uma criança de seis, sete ou oito anos, assusta-me e penso se estaremos a passar os valores correctos aos nossos filhos. Ou, pelo menos, se o estaremos a fazer da forma correcta... Obviamente que uma criança necessita de brinquedos, daqueles adequados à sua idade, para promover o seu desenvolvimento psíquico e motor. Não se lhe deve vedar a possibilidade de brincar pois as crianças são mesmo para isso: para brincar! Mas será que, ao estaremos sempre em busca do presente versão última bolacha do pacote, não lhes estaremos a transmitir que necessita sempre de estar em busca do último berro em objecto…

A primeira de muitas cartas para ti

Meu filhote, Escrevo-te esta carta a poucos dias do teu primeiro aniversário, no meu primeiro Dia da Mãe contigo fora da minha barriga. Escrevo-te esta carta agradecendo, primeiro do que tudo, teres-nos escolhido como pais. Poder cuidar de ti e abrir-te as portas para o mundo que nos rodeia é o acto de maior realização pessoal que eu poderia ter como mulher e como mãe. Os desafios permanentes da maternidade e as incertezas naturais de uma mãe de primeira viagem têm vindo a desvanecer-se a cada conquista tua. E isso não me poderia deixar mais grata por seres assim! Escrevo-te esta carta com o coração mais racional que é possível nesta data. Quiseste vir ao mundo antes do tempo, numa pressa só tua, que não me poderia ter deixado mais surpreendida e assustada ao mesmo tempo. Iria tudo correr bem? Estarias tu já preparado para enfrentar este mundo fora da barriga, tão diferente do teu mundo dentro do meu ventre? Coração de mãe sofre, principalmente quando os dias são feitos de surpresas …

Primeiro aniversário... Paparoca não pode faltar!

Em Março escrevi que já estava a tratar dos preparativos da festa de primeiro aniversário do meu pequeno baby. Nessa altura, escrevi sobre duas decisões importantes que é necessário tomar antes de iniciar os preparativos: qual o local da festa e o tema que vamos escolher.
Escolhido o local e o tema da decoração e feita a lista dos convidados com quem queremos partilhar esta data tão especial, chega ao momento de pensar nas comidinhas e bebidas que vamos ter e tomar uma outra decisão: deixar o espírito masterchef baixar em nós e dedicarmo-nos à cozinha e preparar tudo em versão homemade? Ou deixar a paparoca nas mãos de quem já está mais habituado do que nós a tratar destas festas? 
Pois bem... Este ponto aqui depende, à semelhança da escolha da decoração, do orçamento que decidiram dedicar a este dia. No entanto, seja feito em casa ou comprado fora, temos sempre de ter presentes alguns pontos como possíveis intolerâncias ou alergias alimentares, número e idade das crianças presentes,…

Porque os balanços também são precisos...

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Preciso de escrever como preciso de respirar. Pode não parecer assim quando abro o Blogger para escrever e me deparo com a realidade de que o último post foi escrito há precisamente um mês. Um mês inteiro que se passou desde divaguei sobre o quanto a relação entre mulheres pode ser complicada e nem sempre recheada de sinceridade
Não sou nova nestas andanças de blogosfera, escrita e posts... Não sou nova nesta coisa de partilhar pensamentos apenas porque nos apetece ou porque não temos uma outra forma de expor o que vai cá dentro de forma tão genuína como assim, escondidos por detrás de um perfil do Blogger. Tempos houve em que assinava posts sem quem me lia saber quem estava por detrás daquelas palavras que saiam mais ou menos em catadupa, uma ou outra vez entre-cortadas entre uma lágrima ou outra. Porque a vida é mesmo assim: nem sempre é cor-de-rosa 24 horas por dia e porque nem sempre o sol brilha com a mesma intensidade. Agora, neste cantinho em que escrevo como Happy Mom, algu…

Mulherio e os falsos elogios

Ser mulher é, provavelmente, uma das mais difíceis tarefas da Humanidade! Não me digam que é estar à frente dos destinos de um país, tomar decisões sobre o rumo económico de uma nação ou escolher as últimas novidades tecnológicas ao serviço da Defesa!
Ser mulher é, provavelmente uma das mais difíceis tarefas da Humanidade! Aterrar na Lua ou enviar uma missão não tripulada a Marte é "peaners" (como diz o outro!) quando comparado com a capacidade de organização, de abstracção, de concentração e a resiliência que todas nós, enquanto mulheres, temos de ter todos os dias, desde que acordamos até ao momento em que deitamos a cabeça na almofada, após mais um dia daqueles...
Todas nós vivemos rodeadas dos clichés de sempre, desde pequenas... Parece que as hormonas e a nossa condição feminina consegue ser justificação para tudo e para nada. Desde a boa disposição às lágrimas mais inesperadas, as hormonas, essas malvadas moleculazinhas com veia de diabo, são sempre o mordomo de servi…

E quando os 12 meses estão quase a chegar...

Há dias partilhava no Facebook que por aqui já tinham começado os preparativos para a primeira festa de aniversário do baby. A bem da verdade, as primeiras pesquisas para este dia já começaram há alguns meses mas só agora se começaram a intensificar. E dizem-me vocês... Mas faltando ainda coisa de dois meses para o grande dia porque ando já eu nesta azáfáma? Bem... Uma planner freak tem destas coisas... A busca do tema, da decoração, escolher as comidinhas e tudo o mais leva o seu tempo e não se quer que nada falhe!
Todas nós, mães de primeira viagem ou não, queremos sempre que a festa de aniversário dos nossos filhotes seja marcante, principalmente ainda mais quando se trata da primeira. É bem verdade que a criança ainda não vai ligar grande coisa a esta primeira festa mas trata-se da primeira vez que se vai comemorar uma data relacionada com o bebé junto dos familiares e dos amigos mais próximos, daí que há que caprichar na preparação de tudo o que vai que ter a ver com este dia.
N…

Opções de mãe...

Ser mãe e pai é optar.  Ser mãe e pai é tomar decisões.  Ser mãe e pai é nascer no mesmo dia que o nosso filho.  Ser mãe e pai é não saber quando as dúvidas vão terminar.  Ser mãe e pai é querer sempre o melhor. Ser mãe e pai é saber trabalhar em equipa e enfrentar as dificuldades. Ser mãe e pai é aprender a ouvir.
Amamentar ou não. Introduzir a alimentação complementar aos 4 ou 6 meses ou ainda mais tarde. Dormir com os pais ou numa cama separada. Papas de compra ou papas caseiras. Escola que segue o ensino tradicional ou possibilidade de escolher uma pedagogia alternativa. Encarar a educação com uma abordagem positiva ou fazer o mesmo que os nossos pais fizeram.
Um mundo inteiro à espera de ser descoberto e pronto para nos conseguir toldar as opiniões e aumentar ainda mais as dúvidas. Ser mãe e pai não é fácil. Está muito longe de ser algo que se faz de ânimo leve e de ser um papel do qual se pode tomar folga.
Ninguém nos disse que iria ser fácil. Mas a aprendizagem que se faz todo…

As mulheres são tramadas!

Sim, nós mulheres somos mesmo tramadas. Não é à toa que os homens dizem que devíamos ter livro de instruções, que somos uns bichos estranhos e por aí fora. Nós que somos mães e que gostamos destas coisas de redes sociais, quase todas devemos fazer parte de um (ou mais!) grupos de mães no Facebook. Na teoria, estes grupos teriam tudo para correr bem: seriam locais de partilha e de entreajuda entre mães, com o intuito de todas aprendermos e nos ajudarmos nas dificuldades do dia-a-dia. Pois... Em teoria... Eu sou uma das mães que pertence a esse grupos e não fico propriamente surpreendida com as pequenas confusões que se vão gerando nestes grupos, puro e simplesmente pelas divergências de ideias. Ou pela dificuldade em aceitar opiniões que nos são contrárias... Ontem li este post no blog No colo da mãe e não podia concordar mais com estas palavras. Quando pedimos opinião, temos de ter a capacidade de conseguir aceitar as opiniões que nos são favoráveis e, principalmente, aquelas que vão…

Picadas, dúvidas e alguns meses pela frente

Uma gravidez é, por si só, sinónimo de muitos receios, de cuidados redobrados e de algum stress para qualquer mãe. A cada trimestre que passa e a cada novos exames e ecografia, parece que é mais um patamar da escada que se sobe e está-se cada vez mais perto do grande momento. E uma gravidez pode decorrer sem sobressaltos... Ou ser acompanhada de mais algum stress que nos faz ter ainda mais cuidados...
Todas as grávidas já terão feito ou já terão ouvido falar sobre a famosa Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO), feita no 2º trimestre da gravidez (entre as 24 e as 28 semanas de gestação), destinada a fazer o diagnóstico da diabetes gestacional. Esta famosa prova em que se tem de beber um líquido extremamente doce e tirar sangue três vezes (em jejum, passada 1h de ter bebido o líquido e passadas 2h). Mas o que é afinal a diabetes gestacional? Segundo o site Nove Meses, a diabetes gestacional traduz uma intolerância aos hidratos de carbono detectada durante a gravidez e que pode ser …

A sério que ainda amamenta?!

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Esta semana ganhei uma ida às urgências... Depois de uma constipação e com o sistema imunitário mais em baixo acabei por apanhar a virose do baby. E no meio de tanta tosse, dor de garganta e congestionamento, achei por bem ir ao médico na tentativa de perceber o que seria possível eu tomar e que fosse compatível com a amamentação. E mais uma vez, pude constatar o quão pouco alguns dos nossos profissionais apoiam tão pouco a amamentação e são capazes de fazer as sugestões mais estapafúrdias. Na altura da prescrição da medicação e quando disse que estava a amamentar um bebé de 8 meses, a médica apenas me perguntou "ele já come?". A princípio, não estava mesmo a perceber a pergunta e pedi-lhe para repetir. Ela repetiu e ainda reforçou que seria melhor eu falar com o pediatra porque se ele já comia... Basicamente, como o bebé já tem 8 meses já está mais do que na altura de deixar de mamar porque isso já não faz nada!Não estivesse eu tão sem energia por estar doente e garantidame…

Mindfulness... Ou uma outra forma de encarar os nossos dias

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Mindfulness define-se, tão simplesmente, como a atenção plena, uma forma de estar presente a si, aos outros e ao meio à sua volta em cada momento, segundo a Sociedade de Portuguesa de Meditação e Bem-Estar. Ainda que nem todos consigamos meditar diariamente, existem pequenas aprendizagens de mindfulness que podemos colocar em prática todos os dias, principalmente com os nossos pequenos. E aqui ficam alguns exemplos partilhados pela Oficina de Psicologia.

Estou longe, mas mesmo muito longe de ser uma pessoa dedicada à meditação e ainda que esteja muito afastada de me querer dedicar a tudo o que sejam práticas mindfulness, não pode deixar de olhar para estas sugestões e achar que elas fazem sentido para que sejamos mais conscientes das nossas crianças e da forma como elas estão a viver o seu dia-a-dia. Ainda me falta algum tempo para poder conversar com o meu filhote todos os dias quando ele regressar da escola mas vou tentar não me esquecer destas dicas quando chegar o momento. Para co…