Amamentação. Sem fundamentalismos.

Amamentar. É talvez, nesta coisa da maternidade, a questão que mais exalta os ânimos, em que as opiniões mais divergem e sobre a qual muitas mães sofrem em silêncio.
Amamentar. O acto de alimentarmos o nosso filho sempre que ele necessita. O acto de sermos capazes de satisfazermos as suas necessidades nutricionais e não só, já que amamentar é também dar colo e conforto.
Amamentar ou não é uma decisão que apenas à mulher cabe ter. Muito se fala sobre o leite fraco e sobre a necessidade recheada de pressões de se ter de introduzir o suplemento. As recomendações da Organização Mundial de Saúde apontam para a amamentação em exclusivo até aos seis e, de forma complementar, até aos dois anos. Esta será a melhor opção para os nossos bebés. Muitas mães não a seguem e muitos pediatras recomendam a introdução da alimentação complementar aos quatro meses. Muitas mães não conseguiram amamentar pelos mais diversos motivos: porque lhes disseram que não tinham leite, porque as pressionaram constantemente de que os seus bebés estavam a passar fome por o seu leite ser fraco ou porque, simplesmente, porque optaram secar o leite. Sem fundamentalismos... A decisão de amamentar cabe a cada mulher mas deve ser o máximo informada e apoiada por técnicos especializados. Não deve nunca ser uma decisão tomada de ânimo leve.
Nem tão pouco ser uma decisão tomada sozinha...
Ao fim de quase 15 meses de vida do meu bebé, ainda amamento. Nunca pensei chegar a este marco. Quando fui trabalhar, aos cinco meses, confesso que pensei que iria deixar de amamentar pelo simples facto de não passar tantas horas com o meu bebé. Pensei que ele iria desinteressar-se e que o biberão iria alterar as suas rotinas e os nossos momentos a dois. Tive as minhas dúvidas, as minhas incertezas... E houve momentos em que pensei que não iria conseguir...
Mas foi aqui, tal como desde o momento do nascimento, que tive a ajuda do meu maior aliado. O pai do meu bebé tem sido fundamental para o sucesso da nossa amamentação. Sem ele, os momentos mais difíceis poderiam ter sido determinantes para eu desistir. Ele esteve lá e apoiou sempre. Foi o meu pilar. O papel do homem também é fundamental para amamentar. É ele que nos massaja as costas quando precisamos. Que está nosso lado quando alimentamos o nosso filho. Que nos ajuda a cuidar de nós e a descansar para estarmos bem. É um trabalho em equipa para o maior bem que podemos dar ao nosso bebé: o seu bem-estar.
Independentemente se fazem amamentação em exclusivo ou não, as razões não interessam, o que interessa é que exista uma rede de apoio para a mulher que lhe permita dar o melhor do mundo ao seu bebé!

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